Terça-feira, Novembro 10, 2009

Os normais 2 – a noite mais maluca de todas

osnormais2 Atendendo a um pedido muito especial, vou me atrever a falar de Os Normais 2…. Vou começar pelo subtítulo. Brega pra cacete… Pra ficar no melhor estilo Rui…

Mas vamos aos normais… Acredito que a grande força da série e dos dois filmes e conseguir mostrar de forma exagerada o quanto a relação a dois pode ter um lado patético. Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres são perfeitos como Rui e Vani. A canalhice de Rui e os desvarios de Vani são o que certamente passa vez ou outra (ou muita, em alguns casos) nas mentes dos casais e mostrar isso de forma tão explítica, beirando ou ultrapassando o grotesco cativou um público fiel na Rede Globo (me incluo nessa) e mantém a chama acesa no GNT.

Se no primeiro filme, apesar de mostrar a origem do casal, a gente ficou com a sensação de estar vendo um episódio extenso do programa, nesta sequencia a sensação de mais do mesmo é bem mais atrevida… O que não é todo ruim, pois é melhor que muita comédia recente no cinema ou mesmo dos episódios derradeiros, quando o Selton Mello já fazia parte do elenco fixo.

A proposta do roteiro, elaborado pelos criadores Alexandre Machado e Fernanda Young (na Playboy deste mês… será que vale?) é o que todos já sabem… Depois de 13 anos casados, Vani propõe um Mènage para quebrar a rotina e quase todas as situações engraçadas do filme se passam em relação a isso. Soma-se a isso a marca registrada de filmes da Globo: desfile de atores globais e o final de 99,9% dos filmes românticos, comédias ou dramas e está aí um filme medianamente eficiente.

Tenho que falar mal, no entanto, de duas coisas: 1) da cena do hospital, fortemente inspirada em Mr. Bean e Jackass… e 2) do moralismo… Isso mesmo… apesar de tratarem com uma desconcertante normalidade (com o perdão do trocadilho) o tal mènage, notem que eles são punidos mesmo sem terem chegado 100% a vias de fato (oops, estraguei o final).

Mas vá lá… não vou descontar muitos pontos por conta disso…

Nota 7

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

A mulher invisível

mulherinvisivel Selton Mello já provou que é dos mais carismáticos atores do Brasil e um dos principais responsáveis pelo bom retorno do cinema brasileiro. No entanto, isso não quer dizer que qualquer filme que ele faça seja bom… Confesso meu receio em assistir Jean Charles porque a mulher invisível deixou a desejar.

Apesar de um começo interessante, Selton Mello faz, mais uma vez, papel dele mesmo, o que já começa a cansar. Frases como “Você não pode acreditar, mas eu amo a minha mulher”, ou da sua ex, ao dizer que o problema do personagem de Selton (Pedro) era o fato de ele ser certinho demais. O primeiro ato do longa metragem está mais para drama que para comédia.

A transição para o segundo ato – comédia – foi até interessante mas o próprio nome do filme já estragou boa parte da surpresa embora tivessem acontecidos algumas cenas realmente engraçadas. Mas o que mata mesmo é o terceiro ato – romance – sem nada a acrescentar, arrastando o filme por mais meia hora… Fiquei até imaginando que ia ter um final revolucionário, para justificar tamanha enrolação mas não teve jeito…

Tem que se falar também que os personagens secundários são bem fracos e Paulo Betti e Lúcio Mauro estavam completamente deslocados. Se é difícil imaginar que alguém conseguisse amar tanto uma mulher invisível, mais difícil ainda é imaginar que a personagem Vitória conseguisse amar tanto um homem por tantos anos mas que dá um “chega pra lá” com certa tranquilidade… E como Pedro consegue se apaixonar com tão pouco oferecido a ele, conhecendo tão pouco a mulher? Poderia até ser uma reflexão interessante sobre a fragilidade masculina, mas isso foi trabalhado em outras questões…

Ah, e vocês acharam que eu estava me esquecendo da Luana Piovani. Como atriz ela é realmente uma beleza e seus dotes físicos é o que vale na sua atuação… Se bem que a direção não conseguiu transformar a maioria das cenas com pouca roupa em algo mais picante. Ela seminua fica muito natural, tanto que provoca mais com os vestidinhos curtos…

Mas mais do que isso é encher a bola do filme mais do que merece. E se uma mulher compreensiva, sensual, companheira, interessante faz parte do imaginário masculino, tenho certeza que um homem educado, companheiro, atencioso faz parte do imaginário feminino. Agora, não sei quanto aos outros, mas a minha mulher ideal… ela é bem real!!!

 

Nota 06

Guia revela técnicas de manejo de seringueira para índios Rikbaktsa


 guia_seringa Os índios Rikbaksta, que vivem na região noroeste de Mato Grosso são conhecidos pela sua defesa ambiental de seus territórios e pela extração de produtos não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil e a seringa. No “Guia de Boas Práticas sobre o manejo da seringueira - Povo Rikbaktsa” são mostradas técnicas para aprimorar a extração de látex e melhorar a relação entre produção e conservação ambiental.

Desde 2003, uma parceria iniciada pelo Programa Integrado da Castanha – PIC, um projeto envolvendo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, busca alternativas ao desmatamento por meio do uso sustentável da floresta. Por meio da organização comunitária e da assessoria dos parceiros, os Rikbaktsa passam a obter preços mais justos na comercialização da castanha-do-Brasil.

De lá para cá, novos parceiros foram atraídos e com os projetos Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade e União dos Povos da Floresta para a proteção dos Rios Juruena e Aripuanã, os Rikbaktsa iniciam um diálogo com a empresa Michelin. É por meio dessas parcerias que o povo reabre antigas estradas de seringa e já na primeira safra obtém uma borracha de ótima qualidade.

Voltado para seringueiros, agentes ambientais e professores indígenas, este guia, na forma de um calendário, é uma ferramenta a mais para difundir as técnicas do manejo da seringa. O apoio a esta publicação vem do PNUD, SEMA, Fundação Nacional do Índio - FUNAI, Associação Indígena Rikbaktsa, Programa Petrobras Ambiental, Michelin e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aripuanã.

Para fazer o download do guia clique aqui.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Projeto de Mato Grosso participa da Biofach Exposustentat em São Paulo


O projeto Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade das Florestas do Noroeste de Mato Grosso, executado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), será um dos expositores na Biofach – Exposustentat. O evento, que é considerado o maior sobre sustentabilidade da América Latina, acontece a partir desta quarta-feira (28.10) e se estende até o dia 30 de outubro, em São Paulo.

O projeto visa incentivar um modelo de desenvolvimento regional por meio do uso sustentável dos recursos naturais e manutenção dos meios de vida tradicionais das populações locais. Atualmente o público alvo é composto por quatro grupos diferenciados cultural e socialmente: os povos indígenas Rikbaktsa e Zoró, os seringueiros da RESEX Estadual Guariba - Roosevelt e agricultores familiares do assentamento Vale do Amanhecer. Um representante de cada uma dessas comunidades estará participando do evento, inclusive nas rodadas de negócio previstas .

Um destes espaços é a Sala Andes Amazônia, que reúne empreendimentos em sociobiodiversidade. Segundo a coordenadora nacional do projeto pela Sema e superintendente de Biodiversidade, Eliani Fachim, “a participação destes representantes no evento tem grande importância na troca de experiências, na aprendizagem e no fortalecimento do trabalho que está sendo realizado, o que indica a grande relevância da manutenção da valorização da floresta para o Estado de Mato Grosso e para estas comunidades”.

Além da castanha, outros produtos, como a borracha, têm sido trabalhados com estes povos e comunidades. Por meio da parceria com a empresa Michelin do Brasil, índios e seringueiros vislumbram a possibilidade de diversificar sua produção por meio do beneficiamento do látex e comercialização garantida de toda produção. Outras cadeias produtivas potenciais na região tem sido estudadas e discutidas com os grupos do Programa Integrado da Castanha (PIC), dentre elas o óleo de copaíba e o artesanato.

Nestes sete anos de projeto já foram comercializadas cerca de 840 toneladas de castanha e sessenta coordenadores da castanha capacitados. Para o beneficiamento desta produção foram construídos barracões de armazenamento e mesas de secagem. No Assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena, foi implementada uma unidade de beneficiamento de castanha-do-Brasil.

CONHEÇA OS PARCEIROS

Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (COOPAVAM)

As 250 famílias de agricultores familiares do Assentamento do Vale do Amanhecer aprendem a conviver com a floresta por meio da implantação de sistemas agroflorestais, do manejo de Produtos Florestais Não-Madeireiros (PFNM) de sua área de reserva legal coletiva e do beneficiamento da castanha-do-Brasil.

Principal produto: castanha-do-Brasil em amêndoa, sacos aluminizados com 20 kg, embalagens de 100, 200, 500 gramas e 1 quilo.
Contatos: mail: coopavam@hotmail.com  / Tel: (66) 3553-1690

Associação dos Seringueiros dos Rios Guariba e Roosevelt - ASGR

Remanescentes dos soldados da borracha, essa população tradicional habita há mais de 120 anos a região dos Rios Guariba e Roosevelt. São 300 pessoas distribuídas em 40 colocações, os únicos seringueiros reconhecidos de Mato Grosso, que mantém preservada uma área de 138 mil hectares na RESEX Estadual Guariba Roosevelt.

Principal produto: castanha-do-Brasil seca, polida e selecionada em sacos de 60 kg.
Contatos: resexguaribaroosevelt@hotmail.com  / Tel. Sema Aripuanã: (66) 3565-2448

Associação do povo indígena Zoró - APIZ

Os Zoró habitam uma área de 355,789 mil hectares, com uma população de 625 pessoas distribuídas em 24 aldeias. Eles se destacam na busca de alternativas a exploração madeireira ilegal, notadamente com o manejo e comercialização da castanha-do-Brasil e tem influenciado outros grupos Tupi da região.

Principal produto: castanha-do-Brasil seca, polida e selecionada em sacos de 60 kg
Outros produtos: Jóias da floresta, artesanato indígena
Contatos: povozoro@hotmail.com  / Tel. (69) 3424-7213

Associação do povo indígena Rikbaktsa - ASIRIK

Os Rikbaktsa possuem uma população de 1.500 pessoas e 34 aldeias distribuídas em três terras indígenas ao logo do rio Juruena, somando 401, 383 mil hectares. Esse povo se destaca pela iniciativa de construir alternativas de geração de renda e gestão territorial pautadas na manutenção da floresta em pé.

Principal produto: castanha-do-Brasil seca, polida e selecionada em sacos de 60 kg
Outros produtos: Cernambi Virgem Prensado CVP (látex); Jóias da floresta, artesanato indígena

Contatos: povorikbaktsa@hotmail.com  / Tel. FUNAI Juína: (66) 3566-6115

 

A programação encontra-se em http://www.exposustentat.com.br/09-portprog.htm

Fonte: ANDRÉ ALVES - Especial para Sema-MT

Livro sobre boas práticas em manejo de castanha chega a segunda edição

A melhoria de qualidade no manejo da castanha-do-Brasil pode trazer benefícios significativos para agricultores, seringueiros e povos indígenas. Na região noroeste de Mato Grosso, isso já é uma realidade, principalmente entre os índios Rikbaktsa e Zoró, os agriculutores do Vale do Amanhecer e os extrativistas da Reserva Guariba-Roosevelt.

Nesta segunda edição do livro “Boas práticas de coleta, armazenamento e comercialização da castanha-do-Brasil: Capacitação e intercâmbio de experiências entre os povos da Amazônia mato-grossense com manejo de produtos florestais não-madeireiros” são abordadas as técnicas e cuidados gerenciais que devem ser tomados para sua comercialização.

Produzida pelo Projeto de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade das Florestas do Noroeste de Mato Grosso, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente – SEMA, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD Brasil e com a Associação do Povo Indígena Zoró – APIZ, a publicação é o resultado de um longo caminho percorrido por povos indígenas, seringueiros e agricultores da região noroeste do Estado do Mato Grosso que combinaram seu conhecimento sobre o comportamento e ecologia da castanha-do-Brasil com o conhecimento especializado de técnicos dos campos da engenharia florestal, antropologia, ecologia, agronomia e economia.

A produção da publicação só foi possível graças ao apoio também do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aripuanã, Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a Coordenadoria de Agroextrativismo – Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Programa Petrobras Ambiental e a empresa Ouro Verde. Esses esforços mostraram que é possível colocar em prática conhecimentos, habilidades e recursos a favor da melhoria da qualidade da castanha e uso sustentável da floresta.

Para fazer o download da cartilha clique aqui

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Livro incentiva discussão sobre gestão das águas no ensino público


pactodasaguas_petro “Pacto das Águas” é o nome da cartilha elaborada pelo Sindicato de Trabalhadores Rurais de Aripuanã, por meio do Projeto União dos Povos da Floresta para as proteção dos rios Juruena e Aripuanã voltada a levar informações às escolas de ensino fundamental das comunidades que moram às margens desses rios. O material objetiva incentivar a discussão em relação à gestão das águas na região entre jovens indígenas, seringueiros e agricultores, para que possam pensar com as suas comunidades  diferentes formas de cuidar das águas por meio da conservação da floresta em pé.

Com apoio do Programa Petrobras Ambiental, o livro trata da importância da água na vida das comunidades, os principais problemas relacionados aos seus usos e as leis e estratégias para que o povo da floresta participe na gestão dos recursos hídricos da região. Dividida em quatro capítulos, com ilustrações e exercícios é contado como o povo Rikbaktsa e os seringueiros se relacionam com as águas por meio de seus mitos, histórias e lendas, a importância da conservação da floresta para manutenção da qualidade da água e suas principais ameaças. Também é apresentado um panorama sobre as leis que regulamentam o uso dos recursos hídricos no nosso país. O livro se encerra mostrando iniciativas e experiências que as comunidades estão realizando para contribuírem na preservação de suas águas e florestas.

Para fazer o download da cartilha clique aqui

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Anônimos

Nos últimos dias tenho recebidos alguns comentários no meu blog que não se referem aos meus posts. São algumas críticas e ataques pessoais. Porém essas pessoas (aparentemente são duas) assinam como anônimo.

Ninguém é obrigado a gostar de mim ou das minhas idéias. Mas se não gostam, porque insistem em entrar no meu blog só para fazer esses comentários? Não é tão mais simples não acessá-lo?  Caso essas pessoas não tenham mais o que fazer peço para que pelo menos sejam honestas e digam quem são. E nem precisam fazer isso pelo meu blog, pode mandar email e vamos dialogar, caso queiram mais do que caluniar.

Aos meus leitores e amigos peço desculpas por este post. Aos meus detratores que se escondem no anonimato, sejam homens, sejam mulheres, sejam decentes. Apareçam!

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Bastardos inglórios

poster Tem como ser nerd e pop ao mesmo tempo? Tem sim, se seu nome for Quentin Tarantino. Acompanho os filmes do cara desde “Cães de Aluguel”, um clássico instântaneo que veio melhorando com o tempo, apesar do escorregão em Death Proof. Em Bastardos ele reúne o que tem de melhor: diálogos impagáveis, violência extrema, personagens caricaturais, “homenagens” a filmes clássicos. E também o de pior: cenas dispensáveis (como a do Mike Myers) e uma necessidade, às vezes entediante, de se mostrar cult. Neste caso, comentando sobre os atores, diretores e filmes alemães e franceses da época.

Mas isso não são problemas, já que ele acerta na maioria das vezes. A começar por Brad Pitt (que vem se especializando em papéis absolutamente cômicos como em Queime Depois de Ler, Sr. e Sra Smith, Snatch e Clube da Luta). Interessante como o personagem de Pitt se chama Aldo Rayne, numa referência aos atores Aldo Ray e John Wayne e seu apelido “O Apache”, refere-se ao habitual inimigo dos filmes de faroeste americanos. As personagens femininas são fortes e lindas, desempenhadas brilhantemente por Mélanie Laurent (a judia Shosanna) e Diane Kruger (a espiã alemã).

O destaque mesmo é o até então desconhecido Christoph Waltz, que faz com maestria o “caçador de judeus” Hans Landa. Rouba todas as cenas e nos causa um conflito muito grande por criarmos uma certa simpatia pelo vilão. Mas mais do que isso é a gente malevolamente se deliciar com a destruição dos nazistas e o final de filme… que final, hein? É o tipo de vingança que só poderia acontecer no cinema de Quentin Tarantino.

Outro destaque são os diálogos, desta vez muito bem arranjados… O escorregão se passa no bar, falando sobre King Kong, que poderia ter sido cortado na edição… Mas ainda bem que não foi no fim, como aconteceu no anti-clímax de Kill Bill vol 2.

A trajetória de Tarantino é notável, principalmente porque consegue se sobressair de uma indústria cada vez mais acostumada a fórmulas que se desgastam rapidamente, como as continuações, as refilmagens e adaptação de HQs. Não que sejam todas ruins. Mas ver um material próprio, ainda que cheio de referências a outros filmes, é um deleite para quem gosta de cinema.

E vou torcer para que dê um final justo em Kill Bill vol. 3, embora o Bill (o personagem e o ator) tenha morrido.

Bastardos Inglórios, Nota 9

Vale a pena saber também minhas notas sobre os outros filmes que ele dirigiu:

Cães de aluguel, Nota 9
Pulp Fiction - Tempo de violência, Nota 9
Jackie Brown, Nota 8
Kill Bill: Volume 1, Nota 8
Kill Bill: Volume 2, Nota 7
Death Proof, Nota 6

Domingo, Outubro 18, 2009

Dê e eu

video Apenas uma pequena homenagem a uma grande história de amor...